A representação que embasou o pedido de prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), descreve que o parlamentar teria adotado uma “ação obstrutiva” para interferir no trabalho da Polícia Federal. Segundo o material enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgado pelo O Globo, Bacellar foi informado antecipadamente sobre a operação que mirava o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, e o teria alertado para retirar itens de interesse da investigação.
Para os investigadores, a conduta visava preservar relações políticas com o Comando Vermelho, facção que exerce forte influência em diversas regiões do estado. A PF afirma que essa articulação poderia render “milhões de votos” nas eleições de 2026, reforçando o impacto eleitoral das conexões entre lideranças políticas e o crime organizado. Bacellar foi preso na quarta-feira (3), durante a Operação Unha e Carne, sob suspeita de vazar informações sigilosas e interferir no avanço da Operação Zargun.

