A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), usou as redes sociais nesta segunda-feira (30) para criticar o que classificou como uma narrativa recorrente da elite econômica: a defesa de cortes em políticas sociais sob o pretexto de responsabilidade fiscal. Em tom firme, Gleisi rebateu essas propostas como uma forma de preservar privilégios e aprofundar desigualdades, destacando que a principal pressão sobre as contas públicas vem da política de juros altos herdada do governo Bolsonaro.
Segundo a ministra, os investimentos sociais e em infraestrutura não são os vilões do desequilíbrio fiscal. Ela argumentou que a política monetária atual, com taxas de juros elevadas, deve gerar um custo de até R$ 1 trilhão à dívida pública neste ano. Gleisi também apresentou números para defender o esforço do governo Lula em reduzir o déficit primário e cortar despesas, mas afirmou que, sem taxar os super-ricos e revisar isenções fiscais, não haverá justiça tributária — nem equilíbrio fiscal sustentável.

