O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal a dispensa de quatro testemunhas no processo que investiga sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado. Entre os nomes estão dois ex-ministros de seu governo: Gilson Machado (Turismo) e Eduardo Pazuello (Saúde), além de Amauri Feres Saad e Ricardo Peixoto.
A decisão ocorre no momento em que o STF se aproxima da reta final das audiências do caso. Ao todo, 43 testemunhas já foram ouvidas, sendo que 16 deixaram de depor após desistência das defesas. A expectativa é que os depoimentos se encerrem na próxima semana. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, tem conduzido as oitivas com rigidez, repreendendo depoentes e deixando recados indiretos.
Nesta sexta (30), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, será ouvido por videoconferência. Apesar de ter se reunido com o ex-presidente após as eleições de 2022, Tarcísio não participou das reuniões mais sensíveis apontadas pela denúncia da PGR, como os encontros com os comandantes das Forças Armadas onde teria sido apresentada uma minuta golpista.

